sábado, 2 de julho de 2022

Segurança e Saúde no Trabalho passam a ser o 5º direito universal de todos os trabalhadores

 Responsável pelo bem-estar físico e mental do trabalhador, já que prevê a correta manipulação ou exposição a agentes físicos, químicos, biológicos ou situações de risco de acidentes, a segurança e a saúde no trabalho agora faz parte do rol dos Princípios e Direitos Fundamentais do Trabalho, presentes na Declaração de 1998.

Até então, a Declaração de 1998 considerava quatro áreas basilares da OIT como regras básicas. São elas: liberdade sindical e direito à negociação coletiva (Convenções 87 e 98); eliminação de todas as formas de trabalho forçado (Convenções 29 e 105); abolição do trabalho infantil (Convenções 138 e 182); e eliminação da discriminação em matéria de emprego e ocupação (Convenções 100 e 111).

Na prática, esse instrumento impõe a todos os Estados-Membros da OIT a obrigação de cumprir as disposições dessas Convenções fundamentais, ainda que não as tenham ratificado, por se tratar de princípios e direitos previstos na Constituição da Organização Internacional do Trabalho e na Declaração de Filadélfia, de 1944, as quais devem ser observadas pelo Estado quando decide se tornar membro da OIT.

Unanimidade

 A decisão sobre saúde e segurança do trabalho contemplar o quinto direito fundamental do trabalho foi adotada por unanimidade durante a plenária da 110ª Conferência da Organização Internacional do Trabalho – OIT, em Genebra, realizada no dia 10 de junho, que contou com a participação do ministro do Trabalho e Previdência, José Carlos Oliveira, e dos auditores-fiscais do Trabalho Guilherme Schuck Candemil, Luiz Carlos Lumbreras Rocha e Mauro Costa Cavalcante Costa.

A inclusão deste princípio na Declaração representa um significativo e histórico avanço no mundo do trabalho e traz em seu escopo o compromisso de todos os 187 países membros da OIT em adotá-la. No Brasil, ela se dá pelas convenções 155 (Segurança e Saúde dos Trabalhadores) e 187 (Marco promocional para a Segurança e Saúde no Trabalho).

No Brasil, nos últimos dez anos (2012-2021), foram registradas 22.954 mortes no mercado de trabalho. Somente no ano passado, houve a comunicação de 571,8 mil acidentes e 2.487 óbitos associados ao trabalho, com aumento de 30% em relação a 2020, de acordo com dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, desenvolvido e mantido pelo Ministério Público do Trabalho – MPT em cooperação com a Organização Internacional do Trabalho – OIT, no âmbito da Iniciativa SmartLab de Trabalho Decente.

Fonte: https://revistacipa.com.br/seguranca-e-saude-no-trabalho-passam-a-ser-o-5o-direito-universal-de-todos-os-trabalhadores/

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

#1 - Tecnologias que Reduzem Riscos - Exoesqueleto



Uma das tecnologias já aplicadas hoje em algumas indústrias e que reduz bastante os riscos,  principalmente os
Ergonômicos, é a utilização de exoesqueletos.


Estes são estruturas externas, que ficam ligadas os corpo do usuário e que ajudam estes nas tarefas diárias, principalmente  na redução de esforço para atividades de içamento manual de cargas  e na melhoria postural para algumas atividades.

Hoje, em sua maioria, os exoesqueletos ainda são mecânicos mas Tecnologias que conectam esses à impulsos elétricos emitidos pelo cérebro  estão  sendo desenvolvidos para melhorar ainda mais a eficiência desses dispositivos.

Este ainda não podem ser utilizados para todas as atividades, mas vale a pena conferir.

Veja um vídeo que fala um pouco sobre a tecnologia.


Escrito por: Nonato Soares.

sábado, 31 de julho de 2021

Percepção do Líder tem que estar aguçada.


Uma das principais responsabilidades do líder é cuidar da equipe e dar recursos para que esta realize os trabalhos e desafios propostos.

Quando falamos em cuidar da equipe, não significa apenas acompanha-la, mas sim estar atento a qualquer desvio ou sinal que esta possa dar de que não está indo bem.

Um boa forma de ver isso, é acompanhando as rotinas e conversando com os empregados. Uma conversa aberta e franca com os empregados pode mostrar alguns sintomas em que o líder deverá intervir.

Uma prática que pode ser adotada é a participação efetiva nos diálogos de segurança que é a rotina diária em grande parte das empresas onde os empregados realizam um diálogo sobre assuntos de segurança. Não digo a simples participação nessas rotinas, mas sim uma participação ativa, buscando sempre perceber como estão os empregados através de seus sinais corporais, mudanças de humor, nível de atenção entre outros que podem revelar que esses precisam de ajuda.

Uma vez identificado qualquer ponto de atenção é papel do líder agir imediatamente, ou seja, não permitir que esse empregado se exponha aos riscos retirando-o e dando o tratamento adequado.

Esse tratamento adequado pode ser desde uma conversa com o empregado ou grupo de empregados, até a liberação  ou encaminhamento deste para o atendimento médico.

A identificação e tratamento destes  sinais antes da jornada de trabalho faz toda a diferença para que as atividades sejam realizadas com segurança e também ajuda a criar uma relação mais positiva entre líder e liderado, visto que todas as ações que serão tomadas será fruto de uma conversa entre ambas as partes.

Experimente participar do diálogo diário de segurança com esse viés.

Escrito por Nonato Soares.