terça-feira, 19 de novembro de 2019

Critérios de Segurança nunca podem ser deixados de lado nos planejamentos orçamentários





Quando falamos sobre segurança as tomadas de decisão fazem toda a diferença, principalmente as tomadas de decisão tomadas pela alta liderança.

Todas as empresas necessitam de recursos para se manter operando e anualmente as empresas fazem seus orçamentos prevendo o ano seguinte ou períodos maiores, que são planejamentos orçamentários plurianuais.

Nesses planejamentos, um dos pontos que não podem ficar de fora, são os orçamentos que devem ser direcionados para a segurança e saúde dos empregados, assim como para a manutenções dos programas de segurança que estão sendo implantados nestas.

Estes orçamentos ou investimentos devem fazer parte da carteira de recursos que as empresas devem planejar.

Não estamos falando dos gastos com EPI’s ou com o plano de saúde dos empregados, que fazem parte da rotina da empresa e muitas vezes já estão incluídos dos custos fixos, mas dos investimentos que poderão alavancar os resultados da empresa em segurança.

Alguns exemplos que podemos citar são os investimentos que devem ser realizados em:

1 – Redução dos riscos mais críticos mapeados;

2 - Atualização de treinamentos dos empregados;

2 - Implantação de novas tecnologias;

3 - Adequação de maquinas e equipamentos;

4 - Aquisição de Máquinas e equipamentos que reduzam a exposição ao risco dos 
empregados;

5 - Implantação de novos projetos cada vez mais seguros;

6 – Implantação de programas de desenvolvimento comportamental dos empregados.

Os pontos citados acima são alguns exemplos, mas existem outros que podem e devem ser levados em consideração quando da elaboração dos planejamentos financeiros das empresas.

Algumas empresas já possuem em suas politicas orçamentarias pacotes destinados à investimento na área de segurança e essa é uma prática que deve ser disseminada a todas às empresas.

Inserir a segurança no planejamento orçamentário e estes sendo corretamente alocados e executados, pode ser um caminho para a evolução da segurança ocupacional nas empresas.

Escrito por: Nonato Soares.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Governo abre consultas públicas sobre NRs, programas e regras trabalhistas

Com o objetivo de estimular o mercado de trabalho e gerar mais empregos, a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia abriu dois processos de consultas públicas para atualizar, simplificar e adequar 87 atos normativos. Assinado pelo secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, o aviso foi publicado na edição desta sexta-feira (18) do Diário Oficial da União (DOU).
Segurança e Saúde
Uma das consultas diz respeito à consolidação de 37 normas sobre segurança e saúde no trabalho. Estão incluídas na discussão temas como certificados de aprovação de equipamentos de proteção individual, exames toxicológicos e condições de segurança e conforto em locais de repouso de motoristas profissionais do transporte rodoviário de cargas e coletivo de passageiros e o Programa de Alimentação do Trabalhador.
Legislação trabalhista
Já a outra consulta busca contribuições para 50 normas referentes à legislação trabalhista. São temas colocados para discussão, entre outros, a Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), o contrato e a jornada de trabalho, sistemas e cadastros e registro profissional.
Como participar
Os textos das propostas estão disponíveis em espaço da Secretaria de Trabalho na plataforma Participa.br, ambiente que garante pleno acesso para que trabalhadores e empregadores se manifestem quanto à necessidade de atualização, simplificação e adequação dos normativos.
As contribuições devem ser realizadas diretamente no documento eletrônico presente no Participa.br até o dia 18 de novembro. Dúvidas sobre a participação na consulta pública podem ser enviadas para o e-mail cgnormas.strab@mte.gov.br.

Ambiente de trabalho pode ser gatilho para transtornos mentais

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças e transtornos mentais afetam mais de 400 milhões de pessoas em todo o mundo. Entre 75% e 85% das pessoas que sofrem desses males não têm acesso a tratamento adequado, conforme a Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, a estimativa é de que 23 milhões de pessoas passem por tais problemas, sendo ao menos 5 milhões em níveis de moderado a grave.
A neuropsicóloga Marcella Bianca Neves, do Instituto do Cérebro e membro da Sociedade Brasileira de Neuropsicologia (SBNP), alerta que a solução vai além de oferecer medicamentos e internação. “O acompanhamento psicológico frequente é fundamental para uma vida mais saudável e produtiva. Precisamos repensar as questões do suicídio, da medicalização e do aumento de cerca de 500% no consumo de Ritalina nos últimos anos. Temos que mudar o paradigma de que a psicoterapia serve apenas para pessoas com graves problemas psicológicos. A psicoterapia é fundamental para todas as pessoas e cuidar da saúde mental não é frescura”.
A especialista destaca que alguns estudos provam que o trabalho está totalmente associado ao estado emocional das pessoas. “Uma pesquisa realizada pela Universidade Nacional Australiana concluiu que ter um emprego estressante é pior para a saúde mental dos indivíduos do que não ter emprego. Segundo o artigo, os profissionais desempregados estavam em melhores condições do que aqueles que se sentiam sobrecarregados, inseguros e mal remunerados”, comenta.
Muitos pacientes relatam ter insônia, acordar mais cedo do que o habitual, apresentar dor de cabeça constante, mau humor, desânimo, cansaço excessivo, falta de concentração, angústia quando o domingo termina, mal-estar e aperto no peito. “As doenças mentais mais comuns que estão relacionadas ao ambiente de trabalho são depressão, transtorno de pânico, ansiedade e síndrome de Burnout. São patologias desencadeadas pelo estilo de vida e podem ser evitadas com algumas estratégias, como reconhecer que os pensamentos e sentimentos são apenas pensamentos e sentimentos – e não fatos; buscar auxílio especializado; manter o local de trabalho organizado; fazer pausas; procurar o autoconhecimento; desfrutar de momentos de lazer com amigos e familiares e aprender a separar o trabalho do cotidiano”, pontua Marcella.

Fonte: revista cipa