domingo, 17 de maio de 2015

Segurança no Planejamento das Atividades

Uma das questões muito discutidas nos fóruns de segurança do trabalho é a constante disputa entre segurança e produção, uma vez que os membros das equipes de SST sempre acham que, nas frentes de serviço, as questões referentes a produção possuem um peso maior e que a segurança é colocada de lado para que as atividades possam ser concluídas.

Para as funções  de liderança que executam as obras como encarregados, engenheiros entre outros, a equipe de SST tem sempre a intenção de parar as atividades, prejudicando assim o andamento da obra. Uma afirmação muito ouvida também nestes casos é o porque da equipe de SST não chegar antes dos serviços e dar as orientações ao invés de simplesmente interditar estes.

Uma das práticas que poderiam ser adotadas em todas as empresas e que poderia contribuir para o fim desse dilema seria a inclusão de um profissional de SST na elaboração do cronograma de execução dos serviços ou no planejamento das atividades. Este profissional teria o foco de avaliar essas atividades e definir, previamente, quais as medidas preventivas e recursos deveriam ser utilizados para que estes fossem realizados dentro das normas de segurança e meio ambiente.

Este planejamento, com o profissional de SST incluído, pode ser fundamental para que essa eterna discussão entre as áreas sejam diminuídas visto que todos já iriam saber, desde o início dos serviços, o que precisaria ser feito para a atividade ser realizada com segurança. Esta interação poderia trazer, inclusive, ganhos em produtividade para a empresa, visto que, com o planejamento correto a empresa otimiza recursos e diminui o tempo de possíveis paralisações.

Para que esta prática seja possível, é preciso que todas as partes estejam abertas à mudanças e também que a empresa propicie este ambiente de aprendizado mútuo fazendo com que todos entendam que não podemos separar a produção da segurança pois, não existe atividade produtiva sem segurança e saúde no trabalho e não existe segurança e saúde no trabalho sem uma atividade produtiva.


Escrito por: Nonato Soares.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Como anda o absenteísmo na sua empresa?



Absenteísmo nas empresas

Absenteísmo é uma palavra com origem no latim, onde absens significa "estar fora, afastado ou ausente". O absenteísmo consiste no ato de se abster de alguma atividade ou função.

O absenteísmo indica a tendência dos membros de empresas se afastarem de suas atividades por diversos motivos, seja para tratarem de assuntos referente à sua saúde, como também por problemas relacionados a acidentes dentro ou fora do ambiente do trabalho. 

O absenteísmo pode ser classificado em 2 grupos aos quais podemos estudar de forma separada:

  • Absenteísmo Ocupacional: Que possui como causa algum fato relacionado ao trabalho ou às atividades realizadas pelos empregados.

  • Absenteísmo Não Ocupacional: Que não possui causa direta com o trabalho, entretanto, causa o mesmo impacto para a empresa e para o governo.

O absenteísmo aumenta os custos para a empresa, e dificulta a concretização dos seus objetivos, podendo afetar de forma direta os seus resultados.

O absenteísmo pode ser causado por doenças, acidentes dentro ou fora do trabalho, por motivos familiares, motivos pessoais, dificuldades financeiras e de transporte, falta de motivação, atitudes inadequadas dos líderes da empresa.

Um outro ponto demonstrado por esse indicador, e que deve ser levado em consideração, é o clima organizacional, ou seja, se a empresa não possui um clima bom, com as pessoas se tratando e se relacionando bem, sendo companheiras umas das outras e trabalhando em equipe, isso pode causar afastamentos e portanto, aumento na taxa de absenteísmo.

Este é um indicador que todas as empresas não podem deixar de acompanhar visto a sua relevância tanto para o bem estar das pessoas, quanto para os resultados das empresas.

Escrito por: Nonato Soares

eSocial

O eSocial é um projeto do governo federal que vai unificar o envio de informações pelo empregador em relação aos seus empregados.

Esta versão do portal eSocial é de uso opcional e atende apenas o empregador doméstico para registro de informações referentes às competências a partir do mês de junho de 2013. Estão sendo disponibilizados serviços e facilidades que possibilitam ao empregador o cumprimento de algumas de suas obrigações trabalhistas e fiscais num canal único, de forma facilitada e bem intuitiva.

A partir da regulamentação da Emenda Constitucional n° 72/2013, a versão terá caráter obrigatório e outros recursos estarão disponíveis para que o empregador possa cumprir com suas obrigações.

Quando for implantado em sua totalidade, o eSocial será estendido aos demais empregadores, pessoas físicas e jurídicas, trazendo diversas vantagens em relação à sistemática atual, tais como:
Atendimento a diversos órgãos do governo com uma única fonte de informações, para o cumprimento das diversas obrigações trabalhistas, previdenciárias e tributárias atualmente existentes; 
Integração dos sistemas informatizados das empresas com o ambiente nacional do eSocial, possibilitando a automação na transmissão das informações dos empregadores; 
Padronização e integração dos cadastros das pessoas físicas e jurídicas no âmbito dos órgãos participantes do projeto.

O projeto eSocial é uma ação conjunta dos seguintes órgãos e entidades do governo federal: Caixa Econômica Federal, Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, Ministério da Previdência – MPS, Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, Secretaria da Receita Federal do Brasil – RFB. O Ministério do Planejamento também participa do projeto, promovendo assessoria aos demais entes na equalização dos diversos interesses de cada órgão e gerenciando a condução do projeto, através de sua Oficina de Projetos.

Fonte: http://www.esocial.gov.br/Conheca.aspx